<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-26199095</atom:id><lastBuildDate>Sun, 27 Dec 2009 20:32:13 +0000</lastBuildDate><title>nossa casca de noz</title><description>Se todo o universo pode ser uma Casca de Noz
Imagine a força de uma Tempestade em um Copo d´Água.

...

Um pequeno espaço para que eu possa falar sobre todas as coisas.</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-2761388870827879805</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2009 21:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-22T14:48:41.947-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ficção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>1984 Tupiniquin</title><description>Wilson Silva andava pela sua rua tentando manter seu passo regular, sem apressá-lo. Mantinha a face o mais neutra possível, qualquer alteração podia denunciá-lo do que estava prestes a fazer. Queria chegar logo em casa para tentar burlar a Lei, mas não podia apressar o passo, pois eles estavam de olho. Queria apalpar o bolso do casaco para sentir o volume reconfortante que trazia ali, mas seria arriscado demais, eles iriam perceber. Ao vislumbrar sua casinha de subúrbio, com a pintura de um azul pálido e descolorido pelo tempo descascando em vários pontos e com marcas de mofo junto ao solo, teve vontade de correr, mas se obrigou a manter a velocidade sob controle. Eles poderiam ver e perceber que ele iria tentar mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou um pouco para conseguir abrir a porta, os tremores no último mês tinham piorado ao invés de amainar, como dizia a propaganda oficial. Mas logo estava dentro de casa, porém ainda não estava seguro. Apesar de morar sozinho, ali também era vigiado. A câmera que eles instalaram para fazer valer a Lei o fitava do alto da parede, e sensores de movimento faziam com que o acompanhassem a cada passo, dentro de sua própria casa. No quarto era a mesma coisa, e nem a mais completa escuridão o livraria da visão noturna das câmeras. Na cozinha apertada era a mesma coisa. O único local onde eram cegos era o banheiro, um mínimo de privacidade ainda respeitada pela Lei. E era para lá que ele se dirigia, naturalmente. Chegar de um dia de trabalho e tomar um banho era o seu cotidiano, não despertaria suspeitas. Entrou e trancou a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava a salvo das câmeras. Ficou encostado na porta, o coração galopando acelerado. Tentou controlar o tremor das mãos. A boca estava seca e a língua parecia inchada na boca. Um peso nas costas parecia querer esmagá-lo. A abstinência cobrava seu preço. Controlou-se um pouco, e então olhou para o teto, onde estava fixado o odioso detector de fumaça, com uma luz vermelha piscando intermitente. Um aviso constante de que nem ali estava a livre da Lei. Então pôs em prática seu plano, cuidadosamente concebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou a escova de dente e a pasta do copo, depositando-as sobre a pia. Era um copo de plástico amarelo opaco, bem leve. Do bolso da calça retirou o durex furtivamente surrupiado no trabalho. Subiu no vaso sanitário, de forma a alcançar o detector de fumaça, e por pouco não conseguiu. Precisava ficar na ponta dos pés, se esticando todo, mas conseguiu. Encaixou o copo plástico cobrindo perfeitamente o detector, e colou-o ao teto com a fita durex, aplicando diversas camadas para vedar bem. A vedação tinha de ser perfeita, isso era importante. Pronto, desceu do vaso e admirou por um instante o trabalho artesanal. Estava concluída a parte mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima etapa era mais fácil. Abriu a água do chuveiro o mais quente possível, e aguardou a névoa de vapor tomar conta do lugar. A fumaça tinha que sair pelo basculante, e o plano iria por água abaixo se um dos vizinhos percebesse a fumaça. Malditos Espiões da Lei! Estavam exultantes com a última vitória do politicamente correto, da Lei que o oprimia. Nem em casa, agora! Nem em casa! Mas iria conseguir ludibriar a todos. A fumaça sairia misturada ao vapor, e nenhum vizinho inconveniente iria perceber. O cheiro se dispersaria no quintal antes de atingir algum nariz sensível. Estava feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então colocou a mão no bolso do casaco e retirou de lá o maço e o isqueiro, já antecipando o prazer que em breve desfrutaria. O vapor já embaçava o espelho trincado do banheiro, era a hora certa. Levou o “bastão de câncer” a boca, se detendo para cheirá-lo antes. Acendeu, tragou. A fumaça desceu áspera pelas vias aéreas, a segunda tragada foi melhor, e na terceira sentiu uma ligeira vertigem, melhor que qualquer cerveja amarga que ainda era permitida e consumida sem a menor moderação, por pais de família que deixavam os filhos passar fome pelo prazer de se embebedar, e batiam nas mulheres indefesas e depois pediam perdão, pois a culpa era do álcool, juravam que iriam parar e eram perdoados. Sua mente divagava. Primeiro foram as lojas, e ele achou razoável. Depois os bares e boites, e ele se irritava, mas obedecia. Depois os locais públicos mesmo ao ar livre, e ele se resignou. Agora sua própria casa! Sua própria casa! Já fora primeiro repreendido, depois multado. Se reincidisse, seria preso. Mas lá estava ele, correndo o risco. Talvez pelo vício, talvez como um ato de liberdade, ele mesmo não saberia dizer. Mas estava lá, cometendo um crime, indo contra a Lei. E sairia impune. Dessa vez, tudo estava perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu a sirene ao longe e seu coração deu um salto, mas logo se abrandou. Não era com ele, o plano não tinha falhas. Mas as sirenes pareciam se aproximar, e ele se inquietou. Passava na sua rua, a Polícia Fiscalização da Lei. Não, não passava. A sirene ficou constante, não se afastava, estavam à sua porta. Jogou rápido o cigarro pela metade no vaso e deu a descarga ao mesmo tempo em que ouvia a porta da frente sendo arrombada. Eles não perdiam tempo batendo quando queriam dar o flagrante. Escondeu rápido o maço e isqueiro atrás do espelho, enquanto ouvia o barulho das botas indo direto para o banheiro. Como eles sabiam? Como? Abriu o basculante, a fumaça precisava se dissipar, mas era tarde. A porta do banheiro foi feita em pedaços, e ele se viu jogado ao chão com violência, sendo prontamente algemado. Estava sendo revistado, enquanto seu banheiro era revistado com truculência. A pia foi arrancada, eles precisavam de provas, não iriam achar, não podiam achar. Ouviu o barulho estridente de vidro se despedaçando, e com o canto dos olhos viu o espelho no chão. Tudo acabara. Mas como? Como descobriram tão rápido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles subiu no vaso e arrancou o copo plástico. A luz vermelha ainda piscava. Ele ouviu a comunicação pelo rádio, um oficial perguntando se o contato fora positivo. Sim, responderam ao lado e acima dele. A câmera não deu defeito. Será que esse povo acreditou mesmo que não iríamos pôr câmeras no banheiro? Detector de fumaça, essa é boa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-2761388870827879805?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2009/10/1984-tupiniquin.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-8063426197415614972</guid><pubDate>Tue, 16 Jun 2009 23:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-16T16:25:20.216-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Choro de Perdedor</title><description>Incrível como nosso presidente ainda consegue me matar de vergonha. Onde tem no mundo alguma forma de ditadura, o Lula se apressa a aplaudir. Me dá medo o flerte do nosso presidente com os regimes autoritários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a teocracia iraniana é aplaudida pelo nosso presidente, que saiu em defesa de Mahmoud Ahmadinejad. Para Lula, os protestos no Irã contra uma possível  [provável] fraude eleitoral no qual Mahmoud Ahmadinejad saiu vitorioso seria "choro de perdedor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os protestos, apoiados pelo PT e Lula, pela UNE e Lindberg, pelos estudantes e jovens em 1992, quando saímos às ruas para protestar contra um presidente eleito de forma ilícita, com "caixa-dois", foi à época apenas choro de perdedores? Talvez hoje, que Lula virou amigo de Collor, nosso presidente também pense assim. Mas menosprezar uma manifestação popular não pega bem para quem se orgulha de ter saído "do povo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-8063426197415614972?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2009/06/choro-de-perdedor.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-6559349759402278556</guid><pubDate>Wed, 10 Jun 2009 23:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-10T16:10:18.624-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>saúde</category><title>Política de mãos sujas - de sangue!</title><description>Hoje estou seriamente consternado. Em meio à tragédia do voo da &lt;i&gt;Air France&lt;/i&gt;, as pequenas tragédias diárias ficaram meio de lado, mas não passam desapercebidas. Hoje foi sepultada a jovem Lilia, de 24 anos, vítima menos do tumor hepático que de um governo cuja política despreza a saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe de quem estou falando, a jovem tinha um tumor de fígado, e necessitava de um transplante. A doença foi diagnosticada quando tinha 18 anos, e por problemas de infra-estrutura, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho ("Hospital do Fundão", da UFRJ) postergava indefinidamente a cirurgia. Há um ano, na última paralização dos serviços de transplante, ela se tornou um ícone pela defesa do hospital, clamando ao poder público uma solução, uma ajuda ao combalido Hospital Universitário referência no RJ para transplantes. Quando finalmente realizou a cirurgia, aos 24 anos, era tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o HUCFF permanece em situação crítica. Ajuda? Verbas? Essas não faltam a programas-fantasmas como o PAC, essas não faltam para "ajudar" a Petrobrás, essas não faltarão para a Copa do Mundo. Tudo isso vem primeiro. O povo, na fila do SUS, deve se contentar em ser sede da Copa do Mundo e ter um presidente que é "O Cara" (cara-de-pau, só se for....). Assisto a pequenas tragédias todos os dias, em um sistema de saúde falido, e onde está o ministro José Gomes Temporão? Reclamando das decisões judiciais que favorecem pacientes do SUS, com a agilidade da "antecipação de tutela", obrigando a fazer o que o governo não quer fazer: dar assistência médica aos pacientes. A própria Lilia foi beneficiada com isso, conseguindo realizar uma cintilografia graças a um mandato judicial. Mas Temporão está mais preocupado com o jogo político, com falácias como o "PAC da saúde", que ninguém ainda me explicou o que é _ou onde está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Betti acredita que política se faz com "mãos sujas". Tudo bem, todo mundo sabe que política é uma sujeira só, e os políticos adoram chafurdar na lama. Só que no caso da saúde, Temporão (e seu chefe, Luiz Inácio), suas mãos estão sujas é de sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-6559349759402278556?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2009/06/politica-de-maos-sujas-de-sangue.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-4075081272650513501</guid><pubDate>Wed, 11 Feb 2009 23:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-11T15:52:59.036-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>polícia e crime</category><title>Não adianta rezar na Linha Vermelha</title><description>Ontem um "arrastão" de bandidos causou pânico na Linha Vermelha (RJ). Hoje, o comandante do Batalhão de Choque, Coronel Carlos Milagres, afirmou que nenhuma polícia do mundo pode evitar esse tipo de crime. Disse que patrulhar todas as saídas da via expressa mais os pontos em que atravessa diversas comunidades, seria impossível. &lt;br /&gt;Parece piada: se o carioca acha que o crime na Linha Vermelha será combatido pela polícia , não espere por milagres....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-4075081272650513501?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2009/02/nao-adianta-rezar-na-linha-vermelha.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-8459313143433999722</guid><pubDate>Fri, 30 May 2008 15:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-30T08:48:15.795-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>O País do Futuro se fazendo Presente</title><description>Hoje estou otimista... Sempre ouvi desde a infância que o Brasil é o País do Futuro. Só que o futuro nunca chega, e eu já estava conformado em viver em um país com um potencial nunca atingível, de expectativas frustradas e oportunidades desperdiçadas.  Mas dormimos sonhando com o amanhã, e parece que o amanhã está chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe eu me explicar; houve um tempo, não muito distante, em que nosso único motivo de orgulho era o futebol. Enquanto o País do Futuro não chegava, nos contentávamos em ser o País do Futebol. Afinal o milagre era engodo, o vinho virou água, e a sina do brasileiro era o ciclo vicioso do Jeca Tatu, pobre por não ter disposição, não ter disposição por ser doente, ser doente por ser pobre. Mas aos poucos, quase sem perceber, algo foi mudando no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo em direção ao futuro foi o controle da inflação. Sofrer porque a inflação vai ser de 5% esse ano, e não 3% é um sofrimento com o qual sonhávamos em tempos de plano Cruzado, Cruzeiro Novo e outras bizarrices do passado. E na esteira da estabilidade da moeda, de repente somos um dos países que mais acessam internet, vendas altas de computadores, celulares, carros. E a arrecadação com impostos esse ano vai ser tão alta que a finada CPMF não fez diferença alguma... embora, é claro, o governo já esteja querendo ressuscitar o imposto como CSS (Contribuição &lt;i&gt;Social&lt;/i&gt; para Saúde – já perceberam que esse governo adora um “Social”? Soa tão bem!). As coisas, devagar, aos trancos e barrancos, parecem estar funcionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas nada disso foi o que me fez ficar otimista, é claro. O que me animou de verdade é que hoje (29/05/08) o Brasil se mostrou visionário e livre de preconceitos religiosos. O STF aprovou a pesquisa com células-tronco de embriões humanos, seguindo a lei de biosegurança. . Talvez o Futuro finalmente esteja chegando, e não é ficção científica não. O avanço da ciência e tecnologia nos colocará em local de destaque junto à comunidade internacional. O Brasil finalmente está chegando, com passos tímidos, no Futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez meus netos ainda consigam ver o Futuro chegar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-8459313143433999722?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/05/o-pas-do-futuro-se-fazendo-presente.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-6344849559659775166</guid><pubDate>Tue, 29 Apr 2008 22:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-29T15:47:10.766-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pessoal</category><title>Envelheço na Cidade</title><description>Esse é um dia de reflexão e introspecção para mim. Todos os dias são iguais, mas hoje parece mais fácil notar o tempo correndo inexoravelmente, como a areia que escorre entre os dedos. Quase posso ouvir o tique-taque do relógio biológico, contando cada hora dolorosa, e me lembrando que &lt;i&gt;ultima necat&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Sempre imaginei a vida como um carro desgovernado, descendo uma longa rampa, cada vez mais acelerado, em direção ao inevitável desastre no fim do caminho. E eu continuo como reles expectador dos anos que passam, um a um, sem sentido, sem respostas, sem motivos.&lt;br /&gt;E hoje já passaram por mim 32 desses, para nunca mais voltar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-6344849559659775166?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/04/envelheo-na-cidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-4283976695211530140</guid><pubDate>Wed, 02 Apr 2008 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T23:33:58.209-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pinturas</category><title>Caramanchão</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xtSJKGvcKDs/R_LoyMMGw4I/AAAAAAAAAAo/oA9_Lw-DnPQ/s1600-h/caramanch%C3%A3o.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xtSJKGvcKDs/R_LoyMMGw4I/AAAAAAAAAAo/oA9_Lw-DnPQ/s320/caramanch%C3%A3o.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184462070019965826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Oil on Canvas", outra paisagem de Paquetá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-4283976695211530140?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/04/caramancho.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xtSJKGvcKDs/R_LoyMMGw4I/AAAAAAAAAAo/oA9_Lw-DnPQ/s72-c/caramanch%C3%A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-5087699744886176228</guid><pubDate>Wed, 19 Mar 2008 21:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-19T15:04:38.893-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Apologia da Burguesia</title><description>Todo militante da esquerda, como bom estereótipo, usa barba e camisa vermelha. Era assim o Fabrício, meu xará e personagem de Murilo Benício em uma dessas novelas da Globo. Além disso, têm seus bordões. Os principais são falar mal da “burguesia”. A burguesia é vista como a fonte de todos os males, exploradora e cruel. Como dizia a música do Cazuza (também um burguês), “a burguesia fede”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é a Burguesia? Historicamente, as Cruzadas serviram para reabrir rotas comerciais entre o ocidente e o oriente. O modelo político econômico feudal presenciou então o renascimento do comércio, e os mercadores começaram a se agrupar em fortalezas, os chamados &lt;i&gt;burgos &lt;/i&gt;. Quem vivia nessas cidades rudimentares eram conhecidos como &lt;i&gt;burgueses&lt;/i&gt;. A burguesia naquela época foi responsável por uma verdadeira revolução, que modificou a estrutura de poder da sociedade: a transição do feudalismo para o capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja daí o ódio dos esquerdistas contra a burguesia. Afinal, foi esta responsável pelo surgimento do modelo sócio-econômico capitalista, Nêmesis do comunismo de Marx. A favor do capitalismo, temos que destacar o avanço para a época; de uma estrutura rígida de castas onde a classe dominante, a nobreza e o clero, detinha o poder por direito de nascença, passamos a uma estrutura mais flexível, onde teoricamente temos possibilidade de ascensão social à custa do trabalho e esforço pessoal. Além disso, a busca por capital levou indiscutivelmente aos avanços tecnológicos que culminaram na revolução industrial. Enfim, o progresso. Como qualquer ruptura com modelos antigos, essa nova sociedade carecia de regras, o que levou ao abuso do poder econômico. Esse foi o lado negro do capitalismo, a exploração do trabalho em condições subumanas. Com o tempo surgiriam mecanismos de controle, como as leis trabalhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu fiquei divagando sobre história, mas isso foi o passado. E hoje, quem é a burguesia? Não existe uma definição atual para burguesia, que adquiriu um sentido mais amplo do que apenas os comerciantes. Pelo que eu entendi, a burguesia seria o oposto do “povo”, que não teria aqui o sentido de população, mas sim de operários e assalariados, ou seja, a classe de renda mais baixa. Burguesia seriam as classes dominantes, um grupo bem heterogêneo. Teríamos a “elite” como os donos do poder, megaempresários, políticos, grandes proprietários de terra. Mas esses são uma classe a parte, mesmo para a burguesia. Em um sentido mais restrito, burguesia seriam os profissionais liberais, médicos, advogados e dentistas, os pequenos comerciantes, os funcionários com nível superior, engenheiros, arquitetos, jornalistas e professores, os gerentes de bancos e lojas, os microempresários, os funcionários públicos, os oficiais militares e profissionais de informática. Enfim, a classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burguesia com seu charme discreto equilibra-se na corda bamba, transitando entre dois mundos. Sonha em chegar ao topo (acúmulo de capital), mas vive pendurada para não cair. A burguesia quer ter lazer, educar os filhos e adquirir bens de consumo. Com isso movimenta o comércio, impulsiona a economia do país. Os burgueses trabalham sempre mais e mais para ter dinheiro para sustentar seus caprichos, mas é esse consumismo tão criticado pela “esquerda” que dá emprego em fábricas ao proletariado. A burguesia dá emprego às secretárias e domésticas. A burguesia gera renda, é o trabalhador especializado, mais ativo economicamente. A burguesia paga os impostos com os quais o governo sustenta os projetos sociais, hospitais públicos, escolas públicas, favela-bairro, bolsa família. A burguesia paga a conta de luz, com contribuição para iluminação pública, enquanto as favelas estão acesas no “gato”. A burguesia perde na transação bancária, nos impostos excessivos, na propaganda enganosa, com produtos danificados que não conseguem trocar, no abuso do dia-a-dia. E não se revolta, segue trabalhando com o sonho do acúmulo de capital. Não invade fazendas nem faz baderna no congresso. Os burgueses só queremos viver nossas vidas em paz, viajar nas férias, criar nossos filhos longe da violência. Tem burgueses bons e maus, afinal todas pessoas tem defeitos e qualidades. Alguns têm “consciência social” e tentam ajudar doando dinheiro para os “Criança Esperança” da vida. Essas duvidosas “organizações não-governamentais” que recebem dinheiro do governo para fazer o que o próprio governo deveria fazer diretamente. Mas a maioria gostaria de viver em um ambiente sem desigualdades sociais, só não vão fazer qualquer esforço para isso. Afinal, é função do governo, e nós já fazemos nossa parte, trabalhando e pagando impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não me venham os militantes de esquerda falar da burguesia, somos trabalhadores explorados pelo governo, e geramos trabalho para as classes de menor renda. E não existe “pobrezinho”; cada qual está cuidando de seus interesses. E também não existe essa de ideal comunista, em todos os modelos já tantados o governo continua parasitando a real força de trabalho e renda da burguesia. E, por último, a burguesia não fede. Trabalhamos para pagar nosso perfume francês, pagando 60% do valor como imposto, com o qual é financiado o bolsa-família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-5087699744886176228?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/03/apologia-da-burguesia.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-1975853489706238785</guid><pubDate>Tue, 11 Mar 2008 14:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T07:37:36.004-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Caixa Rápida???</title><description>Fui ao caixa eletrônico, também chamado de caixa rápida. Bem, não sei o motivo do apelido. Na fila tinham duas pessoas na minha frente. Sabem, eu tenho o &lt;i&gt;hobby&lt;/i&gt; de cronometrar o tempo de uso do caixa pelos outros. É uma divertida forma de se distrair enquanto se desperdiça seu precioso tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira senhora se dirigiu ao caixa. Olho no relógio, respiro fundo e dou a largada. Do momento em que a senhora passou o cartão até o instante em que resolveu sair mesmo sem conseguir efetuar a operação, passaram-se singelos 7 minutos. Muito bom. O segundo se adianta, um homem baixo e atarracado, de bermuda e chinelos. Tem tudo para ser o campeão. Passa o cartão, se debruça sobre o teclado para proteger a senha (só faltou olhar para os lados), digita, digita, digita. Afasta-se um pouco, o tempo correndo, até que expira o tempo limite da operação. OK, temos bastante tempo, não temos mais nada o que fazer mesmo. Passa o cartão de novo, repete a operação. Dessa vez vai. Não foi. Mas agora já está mais experiente, se enche de confiança. E eu, um olho no relógio, o outro no caixa. Passa o cartão, deve estar nervoso, dessa vez nem se preocupa em cobrir a tela. Ah, se eu fosse um assaltante! Mas não sou, tenho apenas esse esporte: cronometrar. Ih, dessa vez deu certo! Aguarde a contagem do dinheiro. Não tenha pressa, a máquina já contou, mas faça questão de recontar você mesmo, aí na frente do caixa. Se estiver errado vai fazer o quê, reclamar com a máquina? Que bom, está certo. Saiu com apenas 15 minutos e alguns segundos. Deve ser recorde mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da minha diversão, fiquei preocupado com aqueles estressados apressadinhos, que levam menos de 1 minuto para sacar seu dinheiro e sair correndo para o próximo compromisso ou para um infarto, o que vier primeiro. E pensei em uma solução ideal. Os bancos poderiam criar dois caixas diferentes, que ficariam sempre uma ao lado da outra. Uma seria a caixa rápida como a conhecemos. A outra seria a “caixa especial”. Essa teria mais recursos, como tutorial de ajuda, perguntas mais freqüentes, desenhos e gráficos explicativos. Teríamos então para os apressadinhos a fila do caixa rápido, se é que iria chegar a formar fila. E, ao lado, a fila dos especiais para os idosos, seqüelados e oligofrênicos em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar vender minha idéia para os bancos. Nem venham achar a idéia preconceituosa, pelo contrário; trata-se de dar um atendimento preferencial àqueles que têm dificuldades cognitivas e lentificação do pensamento. E, como tenho observado, os oligofrênicos estão longe de ser uma minoria hoje em dia. Pelo contrário, atualmente se vêem muitos deles com altos cargos no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto a minha idéia não se concretiza, vou comprar um cronômetro de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-1975853489706238785?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/03/caixa-rpida.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-5520731289623609532</guid><pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-07T10:11:12.940-08:00</atom:updated><title>O Santo Guerreiro, O Dragão da Maldade, o Estado Laico e o Povo Preguiçoso</title><description>Agora foi aprovado em lei o feriado de 23 d’abril, dia de São Jorge, como feriado estadual no Rio de Janeiro. Idealizado pelo deputado Jorge Babu (PT), o feriado foi aprovado pelo governador Sérgio Cabral. Vocês sabem como eu adoro feriados novos. Depois dizem que o brasileiro é trabalhador.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Queria saber qual a justificativa para mais esse feriado. De dias santos já não bastam o da padroeira do Brasil (Nossa Senhora de Aparecida) e do padroeiro da cidade (São Sebastião, no caso do Rio)? O que São Jorge tem de melhor que São Pedro, São João, São Francisco, São Cristóvão, Santo Antônio, e as outras dezenas de santos? Todos deveriam ter seu dia como feriado então, se for para seguir o mandamento católico “Guardarás domingos e dias santos”. Mas o Lula não afirmou que o Brasil é um Estado laico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada feriado se perdem milhões na economia. E a dupla Babu &amp; Babão nos oferece esse feriado gratuito e inútil. Com esse povinho vagabundo, criar mais um dia de folga deve dar voto para esses picaretas. Já os profissionais liberais e empresários, que são obrigados a matar um dragão por dia para manter sua renda pessoal aceitável, são obrigados a parar mais um dia. E passar o dia deitado, ouvindo Caetano cantar “Lua de São Jorge”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-5520731289623609532?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/03/o-santo-guerreiro-o-drago-da-maldade-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-7272805656357815746</guid><pubDate>Sat, 01 Mar 2008 17:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-01T09:48:46.700-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>poesia</category><title>Um abraço apertado</title><description>Ah... sentir a suave pressão&lt;br /&gt;Dos teus seios contra o meu peito&lt;br /&gt;Quando tu me abraças de jeito&lt;br /&gt;Descompassando o coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... viver a doce ilusão&lt;br /&gt;De poder ter p'ra meu proveito&lt;br /&gt;Esse teu corpo tão perfeito&lt;br /&gt;Jovem e cheio de paixão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... ver teu rosto de criança&lt;br /&gt;Nesse teu corpo de mulher&lt;br /&gt;Pelo qual minha mão avança&lt;br /&gt;Do jeito que a gente quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E renovar minha esperança&lt;br /&gt;De que o abraço é apenas &lt;em&gt;couvert&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       12-13 de maio de 1996&lt;br /&gt;............................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ultimamente eu só publiquei textos de política, resolvi amenizar com essa poesia antiga. Talvez para mostrar que sou capaz de falar de coisas boas (ou era... pela data... rsrs). E a prova de que o soneto não morreu. Apesar da métrica atípica e do formato não-clássico, eu gosto desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-7272805656357815746?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/03/um-abrao-apertado.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-1661795067775236287</guid><pubDate>Thu, 28 Feb 2008 17:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-28T09:41:12.039-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Reformar o Brasil</title><description>Está se discutindo agora a reforma tributária. Muito importante, desde que seja para tornar mais justa a carga de impostos que incidem sobre cada cidadão. Mas acredito que a reforma tem que ser mais ampla. Tratemos de imaginar a reforma do Brasil como se este fosse uma casa: não adianta pintar a sala, se a infiltração vem do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ninguém pediu minha opinião, mas tenho uma visão muito clara - sobre o imposto de renda pelo menos. Que quem ganha mais deve pagar mais é quase um consenso. No entanto, para quem ganha uma “fortuna” de R$3.000,00 por mês, pagar 27,5% de IR é um achaque. Compromete a renda, e quem ganha 8-10 salários por mês não é rico. É a pobre classe média, que tem que pagar ainda IPTU, IPVA, água, luz (com aquela “contribuição para iluminação pública”... será que se referem às favelas?), escola para os filhos, plano de saúde... porque o imposto pago não lhe dá direito à saúde e educação decentes. Então, o IR deveria ter uma estratificação melhor. Por exemplo: até 5 salários, isento; de 5-10 salários, 5%; 10-20 salários, 10%. Acima de 20 salários, uma alíquota maior. Mas nunca o absurdo de se trabalhar 3 meses só para pagar IR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês devem estar pensando que seria inviável uma redução dessas. Ora, inviável é quem ganha 6 salários/mês ter que pagar 27,5%. Isso leva à sonegação (no meu caso, com IR retido na fonte, isso é impossível, OK?). Com alíquotas mais compatíveis ao ganho mensal, e uma melhor fiscalização, teríamos uma redução dessa sonegação. Talvez conseguíssemos uma redução maior ainda se as pessoas tivessem confiança de que seu dinheiro suado, pago ao governo com muito sacrifício, fosse ter um bom emprego, ao invés de servir para pagar aluguel de carro e conta de restaurante dos políticos. E isso leva à segunda parte da reforma geral nessa casa, tentando tornar o Brasil habitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente um controle dos gastos públicos, e uma maior transparência e fiscalização desses casos, bem como punição para o mau uso do dinheiro público. É engraçado ver na televisão que quem sonega (não querendo dar seu dinheiro ao governo) deve ser preso, enquanto os políticos que se apropriam desse mesmo dinheiro, quando são pegos, permanecem impunes. Pior, nosso Presidente ainda minimiza o fato. Segundo ele no discurso da posse do novo ministro da integração racial, a ex-ministra &lt;a href= http://nossanoz.blogspot.com/2008/01/igualdade-racial.html&gt; Matilde Ribeiro &lt;/a&gt; cometeu uma “falha administrativa”, não um crime. Agora se eu não declarar direitinho o quanto eu ganho, e pagar cada centavo, sou um criminoso. Vai entender o Presidente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação semelhante é a das ONG´s. Lula não quer quebrar o sigilo bancário destas, mas o nosso sigilo bancário bem que ele queria, para “evitar sonegação”. O que eu entendo é que o Lula é pai dos pobres, amigo dos banqueiros, e carrasco da classe média. A CPI das ONG’s, que obviamente acabará em pizza, poderia servir para fechar um imenso ralo de dinheiro público. Afinal, por que o governo tem que financiar uma organização &lt;b&gt;não-governamental&lt;/b&gt;??? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornar a cobrança de impostos mais justa com uma maior estratificação poderia resultar em uma queda na arrecadação, mas com uma fiscalização melhor talvez essa queda não fosse tão grande. Mas com certeza um controle dos gastos e combate às fraudes cobriria a diferença fácil, fácil. Mas, quer saber? A quem isso interessa, além de nós, a classe média? Os políticos querem mais é continuar com a gastança. Os mega-empresários têm lá seus truques, contas nos paraísos fiscais, et caetera. E os pobres vão continuar aplaudindo o governo enquanto receberem o bolsa-família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vamos nós, com nossa idéia brasileira de reformar a casa jogando mais concreto sobre a laje para acabar com as goteiras e tapando as rachaduras da parede com argamassa. E torcer para a estrutura agüentar mais um pouco. Tomara que o céu continue limpo assim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-1661795067775236287?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/02/reformar-o-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-3174046306393768923</guid><pubDate>Tue, 19 Feb 2008 19:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-19T11:53:23.656-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Salvem os Lutadores de Jiu-Jitsu!</title><description>O Lutador de jiu-jitsu Rafael Souza Braga morreu ao “surfar” no teto de um ônibus, após o Show da Cláudia Leite em Copacabana. Eu ouvi no rádio que pretendem indiciar o motorista por homicídio culposo, pois a responsabilidade pela segurança dos passageiros é do motorista, que deve impedir os passageiros de viajarem com partes do corpo para fora do veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui ao show. Na volta, quando estava indo buscar o carro no estacionamento do Rio Sul, o que vi foi um festival de ônibus lotados, com os jovens passageiros (na maioria alcoolizados) fazendo algazarra e viajando com o corpo para fora das janelas e pendurados nas portas. Vimos também duas mulheres no teto de um ônibus. Motoqueiros sem capacete faziam suas graças com escapamento barulhento. Para piorar o clima de fim-do-mundo, o Flamengo havia ganhado do Vasco na semifinal, e havia muita provocação de torcidas. Ou seja, o evento foi muito além do que eu esperava para um show gratuito do genérico da Ivete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fiquei imaginando, coitado do motorista. Seria uma tarefa fácil controlar os passageiros no cenário que eu descrevi? E, mesmo que o motorista tivesse tido essa preocupação, como retirar um gentil lutador de jiu-jitsu alcoolizado do teto de um ônibus? Um homem de 21 anos deve ser responsável por seus atos, e saber muito bem os riscos de “surfar” em um ônibus. Deveríamos considerar homicídio culposo ou suicídio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse caso me lembrou o do outro lutador de jiu-jitsu, Ryan Gracie. Aquele que fumou maconha e cheirou sei lá quantas carreiras de cocaína, roubou um carro durante um surto psicótico com idéias deliróides de cunho persecutório, e só foi detido após a reação do moto boy que não o deixou roubar sua moto. Foi preso, medicado por um psiquiatra na prisão, e foi encontrado morto na cela. Imediatamente se identificou a culpa do psiquiatra. Tudo bem, concordo que foi irresponsabilidade do psiquiatra medicar na prisão ao invés de solicitar internação hospitalar sob custódia. Mas o que matou Ryan, a quantidade de drogas ilícitas consumidas ou a medicação para combater os efeitos dessas drogas? Ainda estou esperando o laudo oficial do IML, mas a opinião publica já condenou o médico há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se assemelha em ambos os casos é que os dois lutadores falecidos parecem ser isentos de responsabilidade. No primeiro caso, o motorista é que devia ter tomado conta do passageiro (maior de idade). No segundo caso, o advogado já falou que ele não tinha nem intenção de roubar, estava era fugindo de perseguidores imaginários durante o surto induzido pelas drogas. Era um pobre dependente químico fora de seu juízo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, vamos simplificar as coisas, declarem logo os lutadores de jiu-jitsu como incapazes, necessitando de tutela dos pais ou do estado. Assim vamos nos prevenir de novas tragédias como essas. Levando em conta a aparente tendência dessa espécie de vida primitiva em se meter em situações de risco, se medidas urgentes não forem tomadas, logo entrarão em extinção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-3174046306393768923?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/02/salvem-os-lutadores-de-jiu-jitsu.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-8429951739303380998</guid><pubDate>Mon, 18 Feb 2008 05:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-17T21:17:39.975-08:00</atom:updated><title>Ajustem seus relógios...</title><description>Acabou o horário de verão. Pelo menos não vou mais ter que ficar escutando aquelas pessoas que vivem reclamando que perderam uma hora, que esse horário de verão é horrível, que o dia ficou mais curto.&lt;br /&gt;Gente, o horário de verão tira uma hora da madrugada de sábado, e a maioria das pessoas não trabalha domingo. Pode acordar mais tarde e se adaptar melhor. As pessoas que têm mais dificuldade de se adaptar levam no máximo uma semana para se ajustar biologicamente ao novo horário. Reclamar do horário de verão não faz sentido.&lt;br /&gt;Tudo bem, quem acorda cedo sai à rua no escuro ainda. Mas não compensa chegar em casa com o dia claro? Economizamos na luz, basta deixar as janelas abertas e jantar com o dia ainda claro. E em tempos de escassez de energia, isso vale muito.&lt;br /&gt;Mas acabou o horário de verão, não vou mais ouvir as pessoas reclamando da hora perdida – devolvida intacta. Só vou sentir falta de chegar em casa com o sol brilhando. Ah, isso eu vou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-8429951739303380998?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/02/ajustem-seus-relgios.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-9016911639813486874</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2008 22:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-11T14:09:17.877-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Essa Ofegante Epidemia</title><description>Estou voltando do descanso de carnaval. Agora posso atualizar o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, e não posso deixar de falar do Carnaval. Perdoem-me aqueles teóricos que odeiam o carnaval, que desvia a atenção do que é importante para o país, das falcatruas dos governantes, das tragédias das barreiras que caem, das enchentes e da falta de estrutura, do triste cotidiano das crianças que cheiram cola, da falta de escola, et caetera (=espaço para listarem mais quinhentas tragédias diárias). &lt;br&gt;&lt;br&gt;...&lt;br /&gt;Tudo bem, eu já reclamei nesse mesmo espaço do excesso de feriados, que prejudicam a economia do país. Queixava-me da criação de novos feriados, como o “Dia da Consciência Negra”. Não se aplica ao Carnaval, tradicional feriado no mundo ocidental trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses com o nome de Entrudo. E que movimenta a economia, com grande afluxo de turistas do mundo todo.&lt;br /&gt;Além disso, o Carnaval é uma imensa manifestação cultural popular e uma grande catarse coletiva. Mesmo os que não gostam de brincar, podem aproveitar o momento para descansar e esquecer um pouco os problemas, aproveitando essa “alegria fugaz”. Para se preocupar com as contas e impostos, para se indignar com a política e a violência, os brasileiros já temos os outros 360 dias do ano. Essa é a época do ano para expressar a alegria de viver, aproveitar o que temos de melhor na nossa cultura, com a expressão popular na música, nas fantasias, performances e naquela mistura de um pouco de tudo isso que são os desfiles das Escolas de Samba. Os desfiles são uma forma de arte composta, que consegue misturar escultura, música, drama, poesia, pintura e dança.&lt;br /&gt;Como o assunto chegou aos desfiles, vamos à polêmica de 2008, a Viradouro. Como já está virando hábito no carnaval, a justiça interferiu no desfile proibindo a apresentação do carro alegórico que representava o Holocausto. Diversas vezes a justiça já foi usada para proibir a apresentação de assuntos polêmicos, na maioria das vezes ao abordar religião ou para controlar a sensualidade na avenida. Quem pode esquecer o Cristo em farrapos, no “Luxo do Lixo” de Joãozinho Trinta? Censura no carnaval parece um resquício de ditadura.&lt;br /&gt;Mas vocês viram o carro em questão nessa polêmica em particular? Muito realista, uma verdadeira obra de arte. No entanto, imaginar aquela tragédia no meio de foliões animados, pulando e cantando com alegria (como todo carnaval deve ser), realmente me pareceu de um mau gosto incrível. Talvez pela própria crueza realística da obra. Não acho que o carro devesse entrar na avenida mesmo. Tragédias não combinam com o Carnaval! Não vejo como um alerta, mas como um desrespeito ao drama de milhões de vidas perdidas. Respeitaria e defenderia uma imensa ala de nazistas com suásticas de purpurina e tapa-sexo imitando o bigodinho de Hitler, mas cadáveres desnutridos não me parecem tema de carnaval.&lt;br /&gt;Vejam bem, sou contra toda e qualquer forma de censura. Não falei que aprovei a censura ao carro da Viradouro, apenas acredito que o carro não devia entrar na avenida. O próprio carnavalesco poderia ter dado ouvidos à Federação Israelita e atendido ao pedido simples de não usar a alegoria. Imaginem um carro com o Senna arrebentado no chão, o capacete amarelo tinto de sangue, e restos do carro servindo de base para o samba das destaques Adriane Galisteu e Xuxa, vestindo só um tapa-sexo preto e um véu de filó negro, a fantasia “Viuvinhas Deslumbrantes”; ou um carro alegórico com uma criança sendo arrastada atrás, enquanto cinco destaques com a fantasia “Bandidos do Rio com plumas e paetês” sambam alegremente. Não aticem minha imaginação, posso criar mais alegorias cruéis...&lt;br /&gt;Por outro lado, a moça que desfilou fantasiada de índia com o menor tapa-sexo do mundo, com míseros 3,5 cm perdidos como uma ilha no mar de carne que o cercava, levou sua escola a ser punida com a perda de meio ponto. Defensora da moral e bons costumes no Carnaval, a própria Liga das Escolas de Samba se incumbiu de agir como censora nesse caso, dispensando a justiça. Que poderia autuar a moça por atentado ao pudor. Pudor no Carnaval???&lt;br /&gt;Carnaval é a festa de orgia e excessos, de gula, luxúria e vaidade, que teoricamente antecederiam o período de 40 dias em contrição que precedem a Semana Santa. É um período para pecado e fantasia, para alegria, para a expressão da arte popular, para a “ala dos barões famintos/ O bloco dos napoleões retintos/ E os pigmeus do bulevar”. Toda forma de arte deve ser respeitada, mas bem que os carnavalescos poderiam ter mais bom-senso. Nada de censura, mas um pouco de responsabilidade não custa nada. Deixemos os dramas para o dia-a-dia, o Carnaval é para ter prazer.  Deixo aqui meu protesto de folião: abaixo os cadáveres e vilipêndios, no carnaval queremos é tapas-sexo menores!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-9016911639813486874?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/02/essa-ofegante-epidemia_11.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-3758087030306648133</guid><pubDate>Tue, 29 Jan 2008 03:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-28T19:31:50.132-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Igualdade Racial</title><description>A ministra da Igualdade Racial (é, isso existe!), Matilde Ribeiro, que entrou pela cota para negros dos ministérios do excelentíssimo presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, está fazendo um excelente trabalho para promover a igualdade racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra já declarou que o ódio racial é &lt;a href=http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/03/27/295096316.asp&gt;justificável&lt;/a&gt;. Mas só o negro pode não gostar dos brancos, já que os antepassados dos coitadinhos foram escravizados. Claro, isso é razão suficiente. Nessa linha de raciocínio, os brasileiros devem odiar os portugueses, por termos sido colônia. Os judeus têm o direito de odiar os alemães, por causa do Holocausto. Os erros do passado, segundo a ministra, podem e devem interferir nas relações sociais atuais. Rubinho Barrichelo, mesmo não sendo judeu, deve odiar o alemão. Isso, pelo menos, eu entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor ato da ministra foi o gasto com o cartão corporativo do governo. Foi a &lt;a href=http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/409080.shtml&gt;campeã de gastos&lt;/a&gt; com singelos171 mil (número sugestivo esse) no ano de 2007.  Uma pequena parcela do total de mais de 75 milhões gastos com os cartões corporativos nesse ano. Precisamos urgente de uma nova CPMF, afinal os cartões têm de ser pagos. Afinal, são do Banco do Brasil, uma estatal, pertence ao povo. O povo que pague a conta, ora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa notícia, vemos que a igualdade racial vai se estabelecendo no Brasil. Está provado, independente de raça, sexo ou religião, político quando tem a oportunidade de meter a mão no dinheiro público é tudo igual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-3758087030306648133?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/01/igualdade-racial.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-517613382710458785</guid><pubDate>Sat, 26 Jan 2008 04:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-25T20:37:25.566-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cultura</category><title>Estou por aí sempre pensando nela</title><description>Tem um CD que não sai do CD-player do meu carro. Encontrei na loja por acaso, e ao ver do que se tratava não resisti e comprei. Dei de presente para mim, este Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um projeto solo da Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu. Mas não é Rock, e sim Bossa Nova. Fernanda regrava diversas músicas que foram sucessos na voz de Nara Leão, com uma roupagem mais moderna e na sua voz doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, fã do Chico, quase avancei direto para "Com Açúcar, Com Afeto". Mas comecei do início, e foi ótimo; começa com "Diz que fui por aí". Linda. Mas ainda tem a triste "Luz Negra", a engraçadinha "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos", e "Insensatez", do Maestro &amp; Poetinha. Só para citar as minhas preferidas. Ah, e encerra com a marchinha "Ta-hi". Deixando um gosto de "quero mais!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo a todos meus poucos (mas seletos)leitores. Quase esqueci: o nome do CD é "Onde Brilhem os Olhos Seus".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-517613382710458785?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2008/01/estou-por-sempre-pensando-nela.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-8891600172999838244</guid><pubDate>Mon, 24 Dec 2007 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-23T19:06:09.213-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><title>Essa nossa estúpida retórica</title><description>Outro dia vi o Lula na televisão dizendo que tem “ojeriza a pacote”. Lembrei da época em que mal um ministro da fazenda assumia o cargo, vinha a expectativa do novo “pacote” econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era uma época de instabilidade econômica, inflação galopante, não havia expectativa a longo prazo, precisávamos de soluções imediatas, qualquer conjunto de medidas desesperadas para tentar dar valor real à moeda. E as medidas - surpresa!- eram sempre as mesmas. Corta zero, muda o nome da moeda, congela os preços, somem as mercadorias das prateleiras e lá vamos nós para a fila da carne. Ou o dinheiro não valia nada ou valia, mas não conseguíamos encontrar o que comprar. “Pacote” trazia implícito dois conceitos: para uns, podia ser a esperança de controle a curto prazo; para outros, mais realistas, era o que sempre foi: mais do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nunca bastaram, os “pacotes”. Era preciso um “plano”, uma idéia a longo prazo para estabilizar a economia. Um plano envolvia o que sempre faltou aos brasileiros, logística, preparação, pensamento a longo prazo. Uma vez com um “plano” na cabeça, o Brasil poderia finalmente ingressar no futuro, e buscar a forma correta de governar, não com “pacotes” com prazo de validade e pouca criatividade, nem um “plano”, limitado e específico para um único problema. Mas sim com programas: programa social, programa econômico, programa de governo. Envolvendo cronogramas, estratégia a longo prazo, metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O “Plano Real” deu ao brasileiro a sonhada estabilidade econômica, a credibilidade, a chance de um novo impulso à economia. Infelizmente, o criador do “plano” teve sucesso apenas em manter o plano, e faltou talvez firmeza para seguir, nos seus 8 anos de governo, com a parte definitiva, a instauração dos programas necessários ao desenvolvimento. Uma forma mais discreta de governar, porém mais estável e eficiente. Seu sucessor, o próprio Lula, resolveu seguir pela linha não trilhada pelo FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os programas sociais foram aproveitados e postos para funcionar de forma adequada. O bolsa-família, e isso é incontestável, foi a maior conquista desse governo, e sua principal bandeira. Um programa de verdade, não mero assistencialismo como julgam os detratores, visto que tem como fundamento manter as crianças –nosso futuro- na escola. Uma solução de curto prazo, dando apoio financeiro aos brasileiros que viviam abaixo da linha de miséria, associado a uma solução de médio e longo prazo, dando oportunidade de instrução às crianças. A idéia não foi original, mas foi muito bem executada e ampliada pelo governo Lula. Mas não é o bastante, precisamos aproveitar o bom panorama econômico internacional para impulsionar o crescimento. E como a época é favorável aos “programas”, surge esse obscuro “programa de aceleração do crescimento”, que foi bem divulgado –apesar de pouco explicado- com a simpática sigla PAC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acho que o presidente gostou da sonoridade do “PAC”. Agora todos os “programas” viraram PAC’s. Já ouvi falar em PAC da saúde, PAC da educação, PAC do Funasa, PAC isso e PAC aquilo. Foi introduzida na retórica política uma nova palavra, e parece que o significado está se perdendo com o abuso de seu emprego, como ocorre com todos os vocábulos ao longo de sua história etimológica. Atualmente qualquer conjunto de medidas para combater ou amenizar problemas específicos, é chamado de “PAC” para tal setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É impressão minha, ou a cada dia “PAC” se parece mais com abreviação de “PACote”???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-8891600172999838244?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/12/essa-nossa-estpida-retrica.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-4499370678848746475</guid><pubDate>Wed, 21 Nov 2007 01:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-20T17:23:11.241-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Pelo menos no Brasil Zumbi é melhor que no Haiti...</title><description>É certo que brasileiro adora um feriado. Mas esse “Dia da Consciência Negra” é horrível. Uma compensação à injustiça histórica cometida contra os africanos escravizados? Tudo bem. Um combate ao preconceito racial? Louvável. Uma grande homenagem à cultura negra, que nos trouxe uma contribuição cultural (samba!), gastronômica (feijoada!), esportiva (capoeira!), et caetera, é perfeito e bem vindo. Agora, mais um feriado, a gente não precisa disso não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, acredito que o maior preconceito no Brasil não é mais racial que social. Afinal, um negro de classe rica é bem visto, um favelado branco de olhos azuis vai ser descriminado tanto quanto um negro. E quanto às piadas, somos democráticos. Temos piadas com negros, judeus, turcos, louras, portugueses, argentinos, papagaios, homossexuais, gaúchos, gaúchos homossexuais, médicos, advogados e presidentes da república. Até com nossos ídolos (Senna, Xuxa, Ronaldinho...). É da vocação do brasileiro ser gozador. Mas não nego a persistência do ódio racial, copiado de nossos avôs e bisavôs, inclusive em termos como “serviço de preto”, horroroso isso, não? Mas não vamos chegar ao cúmulo norte-americano de implicar com termos hoje inocentes, como “mulato” (que, segundo alguns, vem de “mula”). Abaixo o politicamente correto, e vivam as mulatas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu desgosto com o feriado é o prejuízo à nação de mais um dia ao ano parado, com perdas na produção e comércio. Além disso, um dia da “Consciência Negra” só reafirma o negro como minoria. Ou maioria desfavorecida, que seria o termo mais adequado. E que consciência? O que é debatido pela sociedade, o que isso acrescenta à nossa cultura?  Onde está o resgate do valor do negro, e da memória histórica do país? Cadê o Eduardo Bueno para mostrar a importância de Zumbi para a resistência negra à escravidão? Alguém sabe onde fica o Quilombo dos Palmares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o resgate histórico, fica o feriado para ir à praia ou vadiar no shopping, e esse enigmático “Dia do Zumbi”, que parece nome de filme do George Romero. Aos negros (não me venham com essa de afro-descendentes, que é ridículo) resta um dia vazio de significado, sem relevância política, e que em nada acrescenta para a “valorização da raça”. Pois enquanto houver essa distinção de “raça”, em nada avançamos em direção à igualdade. No “Dia do Índio” pelo menos as crianças se divertem nas escolas, enquanto os brasileiros nativos permanecem à margem, bem guardados e salvaguardados da sociedade lá pro alto Xingu e reservas semelhantes, com um ocasional Sting para abraçar. Sinceramente? O “Dia do Orgulho Gay” é mais divertido. E mais relevante. Afinal, eles fazem mais barulho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-4499370678848746475?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/11/pelo-menos-no-brasil-zumbi-melhor-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-5279266346327666732</guid><pubDate>Fri, 02 Nov 2007 05:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-01T22:40:08.028-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>poesia</category><title>Vidas Breves</title><description>O que vai construir a história da vida?&lt;br /&gt;As pequenas tragédias, as perdas e danos,&lt;br /&gt;As escolhas erradas, memórias feridas,&lt;br /&gt;Todos planos falidos e os nossos enganos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o alívio fugaz de um amor sem medida,&lt;br /&gt;Temos poucas tolices que um dia sonhamos,&lt;br /&gt;Temos glórias fugazes na guerra perdida,&lt;br /&gt;Mas me diga, o que marca a passagem dos anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez traumas secretos num mundo de dor&lt;br /&gt;Remoendo o passado com raiva e rancor...&lt;br /&gt;Ou momentos felizes de um tempo perdido,&lt;br /&gt;Como fotos que aos poucos desbotam a cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mistura confusa de tudo, acredito,&lt;br /&gt;Assim são nossas vidas, breves, sem sentido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                              2 de Novembro de 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-5279266346327666732?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/11/vidas-breves.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-3740879170140803410</guid><pubDate>Fri, 26 Oct 2007 19:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T23:33:58.506-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pinturas</category><title>"O Caminho dos Barcos"</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xtSJKGvcKDs/RzhIczoNt3I/AAAAAAAAAAY/VCSlAkAQO_o/s1600-h/barcos.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xtSJKGvcKDs/RzhIczoNt3I/AAAAAAAAAAY/VCSlAkAQO_o/s320/barcos.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131931435121096562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Oil on Canvas", 2000. A pintura foi feita com base em uma fotografia que minha irmã, Renata, tirou em Paquetá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-3740879170140803410?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/10/o-caminho-dos-barcos.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xtSJKGvcKDs/RzhIczoNt3I/AAAAAAAAAAY/VCSlAkAQO_o/s72-c/barcos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-7328550634428556068</guid><pubDate>Fri, 26 Oct 2007 19:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-26T12:44:08.097-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>poesia</category><title>Da Natureza Frágil dos Sonhos</title><description>Cada sonho esvanece ao claro amanhecer&lt;br /&gt;Restam paredes nuas do quarto vazio&lt;br /&gt;Silencio no escuro, apenas chuva e frio&lt;br /&gt;E o restante de minha vida pra viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia assisto tristemente o enterro&lt;br /&gt;Inglório desses sonhos, as vãs esperanças&lt;br /&gt;Aspirações incertas de pobres crianças&lt;br /&gt;Que esquecem a poesia e vão viver um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o arrependimento espreita e nos sufoca&lt;br /&gt;A cada longo dia a lembrança que evoca&lt;br /&gt;Projetos abortados, tênue inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não deixo morrer minha imaginação&lt;br /&gt;Cada sonho é verdade antes do despertar&lt;br /&gt;Tenho o resto da minha vida pra sonhar...&lt;br /&gt;                                          &lt;br /&gt;                                                 (11-04-2001)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-7328550634428556068?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/10/da-natureza-frgil-dos-sonhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-7191743860124109292</guid><pubDate>Thu, 25 Oct 2007 16:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-25T20:48:42.475-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>opinião</category><title>Legalização do Aborto</title><description>A discussão política no Brasil anda em círculos. Recentemente, nosso governador, Sérgio Cabral, se declarou a favor do aborto. O debate sobre aborto me interessa. Afinal, minha candidata (Jandira Feghali) ao senado perdeu as eleições passadas, sendo líder nas pesquisas, justamente após se declarar a favor do aborto. Fizesse como Aécio e não emitisse opinião publicamente, teria se saído melhor. Mas não seria honesto. É que em política, a honestidade não compensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a questão da responsabilidade individual. Cada cidadão tem que ter responsabilidade sobre os seus atos. Afinal, o anticoncepcional oral (ACO), que contribuiu para a revolução sexual nos anos sessentas, e os preservativos já são de conhecimento geral. O governo federal distribui preservativos no SUS. Então, se a mulher engravida é porque quer. Certo ou errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu vejo, na maioria dos casos, é que a ignorância ainda é a maior causa de gravidez indesejada, somada à imprudência e inconseqüência. As mulheres ainda acreditam em tabelinha e coito interrompido, o famoso "eu tiro antes". Além de serem métodos com alto índice de falha, dependem da compreensão (e controle) do companheiro. A imprudência se dá pelo pensamento absurdo de que não vai acontecer com ela. E a inconseqüência ocorre mais em adolescentes, que querem a gravidez, mas quando ocorre percebe que na verdade não está preparada para as mudanças que isso vai acarretar em sua vida, a incompreensão dos pais, o namorado que se esquiva das responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas permitir o aborto para os casos de gravidez indesejada é simplesmente a solução "fácil". A prevenção e orientação não podem ser substituídas pela interrupção da gravidez. Primeiro, porque não é um ato isento de riscos à saúde da mulher. Há risco, como qualquer procedimento invasivo: risco de vida, risco ao futuro reprodutivo. Em segundo lugar porque há um custo, e legalizando-se o aborto, obriga-se o SUS a realizá-lo. E, sinceramente, há casos mais importantes a se tratar. A AIDS, por exemplo. E, engraçado, as campanhas de prevenção à gravidez indesejada também servem para a prevenção das DST/AIDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil o aborto é permitido, em dois casos. Em caso de gestação fruto de união carnal forçada (estupro) e em caso de risco à vida materna. O caso do feto anencéfalo é complicado, visto que não há chance de sobrevida extra-uterina a longo prazo (geralmente vive poucas horas fora do ventre materno). Alguns médicos interpretam que levar a termo uma gestação de nove meses com o inevitável fim na morte do concepto um trauma psíquico que seria um prejuízo à saúde da mãe. Mas o trauma psicológico não implica em risco à vida, e o aborto é proibido nesse caso. A menos que se crie uma legislação específica para garantir a impunibilidade do aborto em caso de anencefalia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acredito que a legalização do aborto só traria prejuízo a todos, principalmente à mulher. O que temos de fazer é aumentar as campanhas de planejamento familiar e combate à gravidez na infância e adolescência. Compete, então, ao Ministério da Saúde elaborar campanhas de prevenção que atinjam a população alvo, ou seja, as mulheres, principalmente as adolescentes. Uma boa iniciativa é o site &lt;a href=http://www.agentesecuida.rj.gov.br/&gt; “A Gente se Cuida”&lt;/a&gt;. Mas fica restrito aos que têm acesso à internet, precisamos de anúncios no rádio, televisão, revistas femininas... Botem o Duda Mendonça (se não me engano ainda é ele que tem a conta de propaganda do Ministério da Saúde...) para trabalhar um pouco.&lt;br /&gt;Finalizando, o argumento principal do nosso governador é que filhos não desejados acabam alvos fáceis da marginalidade, aumentando o crime na cidade do Rio de Janeiro. Uma generalização tosca, para dizer o mínimo, sobre um assunto tão importante. Transferir para a Saúde um problema obviamente da Justiça e Segurança Pública. Ora, me bastaria que se pusesse em prática a lei. Se os bandidos fossem presos, e mais, se permanecessem presos (e sem celular), as crianças não se tornariam alvos da criminalidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-7191743860124109292?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/10/legalizao-do-aborto.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-2630830526742434659</guid><pubDate>Thu, 13 Sep 2007 04:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-25T20:49:30.637-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><title>... E no Senado, sujeira para todo o lado</title><description>Renan foi absolvido. Não por falta de provas; acho que o caso está muito claro pra qualquer um, e o assunto foi amplamente divulgado pela imprensa, e nas diversas formas de mídia. É preciso ser muito inocente para ainda acreditar que o Renan é inocente. Mas ele foi julgado por seus pares, e seus iguais o inocentaram. Está feito, verdade ou não, certo ou não, para a justiça ele é inocente.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Quem perde mais com a absolvição? A oposição que se mostra fraca? O próprio senado, que mais uma vez gera descrédito? Ou povo, que assiste calado a mais um caso flagrante de corrupção permanecer impune? Nem sei, acho que eu, particularmente, desanimei com a política. Lembrei de repente do Chico cantando “O que não tem remédio nem nunca terá”. Acho que estou, como muitos, perdendo uma coisa preciosa: a capacidade de me indignar (Mas não muito; afinal, continuo escrevendo aqui!). Afinal, se a corrupção sempre existiu, nunca foi tão escancarada. Mas o pior não é o Senado ter absolvido o Renan. Isso era até de certa forma esperado. Afinal, como eu disse acima, ele foi julgado por seus &lt;i&gt;&lt;b&gt;iguais&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. E 46 desses apoiaram a impunidade. Notem que incluo as 6 abstenções, afinal ficar em cima do muro é colaborar para a impunidade. Nesse caso, deixar de ser contra é tão grave quanto ser favorável ao Senador.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Não, o pior não é o Senado ter absolvido o seu Presidente. Afinal, ele não foi cassado, mas o povo tem o poder maior, o poder do voto. O povo ainda poderia condenar o Senador, e puni-lo simplesmente com a execração pública no pleito. O repúdio definitivo, nunca mais elegendo os corruptos que, apesar de inocentados, têm provas contundentes contra eles. Mas não é isso o que acontece, e não é isso o que acontecerá. O povo continuará votando sempre nos mesmos canalhas de sempre. E o que não tem conserto, nunca o terá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-2630830526742434659?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/09/e-no-senado-sujeira-para-todo-o-lado.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26199095.post-4435364314237226337</guid><pubDate>Thu, 28 Jun 2007 16:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-25T21:10:34.257-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pessoal</category><title>Considerações ao Amanhecer</title><description>O ser humano possui algumas características que o diferenciam dos outros animais. As mais importantes, segundo a antropologia, é o &lt;a href="http://www.guia.heu.nom.br/cerebro.htm"&gt;telencéfalo&lt;/a&gt; altamente desenvolvido e o polegar opositor. Mas existem outras diferenças, é claro. Uma diferença menos óbvia, mas não menos importante, é a consciência da morte. O objetivo desse pequeno texto que estou escrevendo após virar a noite trabalhando no hospital, com bastante consciência da morte ao meu redor, é entender o que o ser humano faz desse conhecimento.&lt;br /&gt;O conhecimento da própria finitude gera uma resposta complexa por parte do ser humano. Não usamos esse conhecimento com freqüência, ao contrário da tabuada. Na maior parte das vezes, nós sequer lembramos-nos da inevitabilidade da morte, é mais fácil fingir que somos eternos. E assim nós seguimos nossas vidas, com nosso trabalho, nossos amores, nossas dores, nossa diversão ocasional e o cansaço constante. Porque afinal, se tivermos sempre em mente que estamos aqui só de passagem, e com destino incerto, vêm as incertezas e aquela sensação de futilidade; afinal, se o destino é o fim, de que nos vale tudo isso? E aí é fácil que a angústia venha oprimir o peito e corroer a vontade, deixando o vazio tomar conta da mente e do coração.&lt;br /&gt;Sempre sofri com essa angústia, e valia para mim também o mau hábito de desviar a reflexão sobre a própria morte sempre que esta invadia os meus pensamentos, como um alienígena ou um visitante indesejado. E procurar muitas atividades, para não ter que pensar muito sobre o fim. Se ocupar ao máximo para evitar o vazio. Mas não tem de ser assim. Percebi isso hoje, saindo do hospital. O sol se levantava, tingindo de vermelho as poucas nuvens no horizonte, e o céu atingia aquele azul límpido da aurora. E fiquei inexplicavelmente feliz, apenas por estar vivo e poder presenciar aquele espetáculo, ao mesmo tempo cotidiano e extraordinário, e (melhor de tudo) gratuito. E, se a morte é inevitável, cada segundo é importante, cada nascer do sol merece ser visto. O fato da vida ter seu fim inevitável na morte não a torna supérflua ou sem sentido. Apenas reforça o fato de que a vida é agora, é única, é preciosa.&lt;br /&gt;Talvez eu esteja escrevendo de forma sentimentalóide, piegas mesmo. Deus me livre de parecer livro de auto-ajuda! Não era minha intenção escrever verdades da vida ou historinhas com moral. Estou escrevendo porque me pareceu importante a estranha sensação de que todo o sentido que sempre procurei na minha própria vida possa estar simplesmente na vida em si. E quem realmente me conhece vai saber o quanto isso é importante para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez mais tarde, quando eu acordar, já tenha passado e eu precise ler isso para lembrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26199095-4435364314237226337?l=nossanoz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://nossanoz.blogspot.com/2007/06/consideraes-ao-amanhecer.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Quintanilha)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item></channel></rss>